Curiosidades

Zuar ou Zoar?

A forma correta é zoar, em qualquer situação.

O verbo zuar não está registrado no VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa), da Academia Brasileira de Letras.

Devemos utilizar o verbo zoar sempre que quisermos nos referir ao ato de produzir um barulho forte; produzir um som fino e penetrante; produzir som ao voar.

O verbo zoar é também usado como gíria, significando o ato de fazer troça de alguém, zombar, debochar, caçoar. Zoar pode significar ainda o ato de fazer desordem ou confusão.

– Você zoa?

– Zoo. E você?

– Zoo, lógico.

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Poemas

Soneto de Fidelidade

Soneto de Fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

(Vinícius de Moraes)

No poema, o conflito da experiência amorosa, que se deseja eterna mas que se sabe perecível, resolve-se através de um novo prisma: o que conta no amor não é sua duração no tempo, já que a “chama” se apaga, mas sua intensidade. Fidelidade torna-se, então, capacidade de entrega total ao ser amado e ao sentimento do amor, no momento “infinito” em que acontece.

Poemas

O tempo do amor é irrecuperável

No final da década de 1950, Vinícius de Moraes era funcionário da embaixada brasileira em Mondevidéu e estava novamente apaixonado, dessa vez por Lucinha Proença, provavelmente o grande amor de sua vida. Vinícius, com um ofício, pede transferência para o Rio de Janeiro, onde Lucinha vivia, fazendo uso destes argumentos: “Preciso de fato voltar ao Rio. Não é um problema material, de dinheiro, ou de status profissional. Tudo isso é recuperável. É um problema de amor, pois o tempo do amor é que é irrecuperável.”

Maria Lúcia Proença, conhecida como Lucinha Proença, foi a quarta esposa de Vinícius de Moraes. Ela foi a musa inspiradora do poema Teu nome. Lucinha e Vinícius se casaram em 1957, depois de oito meses de amor escondido, pois ambos eram casados. O casamento durou até 1963.

Teu nome

Teu nome, Maria Lúcia
Tem qualquer coisa que afaga
Como uma lua macia
Brilhando à flor de uma vaga.
Parece um mar que marulha
De manso sobre uma praia
Tem o palor que irradia
A estrela quando desmaia.
É um doce nome de filha
É um belo nome de amada
Lembra um pedaço de ilha
Surgindo de madrugada.
Tem um cheirinho de murta
E é suave como a pelúcia
É acorde que nunca finda
É coisa por demais linda
Teu nome, Maria Lúcia…